Clima - 23/05/2012 07h22
Atualizado em 23/05/2012 07h27
Alerta: chuva pode ser fraca e situação no Sinos deve piorar
Estiagem já revela pedras do leito do rio, que na terça media 61 centímetros em Novo Hamburgo
Marcelo Kervalt/ Da Redação
Foto: Diego da Rosa/GES
Raso: imagens aéreas relevam mais terra do que água em certos pontos
Novo Hamburgo - A situação do Rio dos Sinos é dramática e não há previsão de mudança no quadro até o final do mês. O cenário já é semelhante ao dos meses de dezembro de 2011 e janeiro deste ano, quando houve racionamento e a qualidade da água ficou comprometida. “Estamos chegando perto dos piores quadros do verão, com um agravante: o rio está mais estressado, com mais de 200 dias de estiagem”, explica o diretor executivo do Consórcio Pró-Sinos, Julio Dorneles. O diretor da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, Mozart Dietrich, não descarta a possibilidade de racionamento se o nível ficar abaixo dos 50 centímetros. Ontem, em Novo Hamburgo, a medição era de 61 centímetros.
Segundo a MetSul Meteorologia, a previsão do tempo é desanimadora, pois a chuva no Estado será escassa na maioria das regiões pelo menos até o final do mês. O Sul e o Leste, o que inclui a região metropolitana e a bacia do Rio dos Sinos vão ser as regiões com menos volumes de chuva. Em alguns pontos, sequer deve chover. Desta forma, as condições ambientais e climáticas do Rio dos Sinos, principalmente no trecho entre Novo Hamburgo e Canoas, ficam muito comprometidas. “Com o rio nesta situação, sempre há um risco de mortandade, o que ameniza são as condições climáticas. O frio auxilia a evitar a morte em grande quantidade, mas os peixes, de qualquer forma, vão morrendo de forma lenta e gradual”, diz Dorneles.
Tempo seco piora a qualidade do ar
O problema crônico trazido pela estação seca (inverno), sobretudo em agosto, na cidade de São Paulo é o aumento dramático dos índices de poluição em longas sequências de dias sem chuva. Quando há inversão térmica, que traz nevoeiro, a dispersão dos poluentes é ainda mais reduzida e o quadro fica até crítico. Porto Alegre não é São Paulo, contudo o atual período seco contribuiu para a piora da qualidade do ar na nossa região metropolitana. O chamado IQAr, índice que mede a qualidade do ar, divulgado pela Fepam, era de 61 ontem nas estações de Charqueadas e Canoas. Na segunda-feira, os valores medidos nos dois locais estavam entre 51 e 52. Valores entre 0 e 50 de IQAr indicam qualidade do ar boa, mas entre 51 e 100 acusam condição apenas regular. Nesta quarta, os índices podem piorar, mas tendem a melhorar entre amanhã e sexta. Em outubro do ano passado, Porto Alegre registrou recorde de má qualidade com IQAr de 221, devido às cinzas do vulcão chileno Cordón-Caulle.
Fonte: NH - Internet
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